A engrenagem das palavras
Fazer jornalismo é bom porque a gente ouve muito. Ouvimos de tudo e de todos. Coisas que fazem pensar, outras inúteis. Esses dias, eu estava fazendo uma matéria e conversava com uma assessora de imprensa ao telefone. Bem na hora que eu liguei, ela estava em maus lençóis. Na volta de uma viagem a Caxias do Sul, seu carro estragou. Nervosa, sozinha na estrada, ela desabafou. "Na nossa profissão, temos tanto cuidado com as palavras, para que não prejudique a vida de ninguém. Olha o que fizeram esses mecânicos, deixaram a minha roda solta. Quase sofri um grande acidente", lamentou.
Ela tem toda a razão para estar indignada. Numa rotina de redação de jornal, tudo é discutido. Adjetivos são proibidos. Os pontos e as vírgulas têm seus lugares marcados. Caso deslocados, estragam tudo: acaba com a credibilidade. A lei é pensar, ser imparcial, firme, transmitir segurança. Tudo através das palavras. Mas será mesmo que elas são mais importantes do que as peças do automóvel, por exemplo?
Estão no mesmo nível. Palavras de agressão repetidas transformam personalidades. Tenta dizer para uma criança bonita que ela é feia. Se ela ouvir isso todos os dias, por mais linda que seja, se olhará no espelho e se achará diferente das demais. É a força das palavras. Basta uma frase que toque no nosso ponto fraco para acabar com a alegria do dia. Basta ouvir que "aquela pessoa" não te ama, para sentir uma dor no coração.
Os mecânicos precisam ter mais cosciência sobre a responsabilidade do trabalho que desempenham. As outras pessoas, porém, devem aprender com eles e com os jornalistas. As palavras podem agir como tiros de pólvora ou como o calor do sol. Depende de como são ditas.
A assessora é esperta. Bom é saber que ainda tenho muitas coisas para ouvir ao longo da vida. Com certeza, é menos perigoso do que falar.
Fazer jornalismo é bom porque a gente ouve muito. Ouvimos de tudo e de todos. Coisas que fazem pensar, outras inúteis. Esses dias, eu estava fazendo uma matéria e conversava com uma assessora de imprensa ao telefone. Bem na hora que eu liguei, ela estava em maus lençóis. Na volta de uma viagem a Caxias do Sul, seu carro estragou. Nervosa, sozinha na estrada, ela desabafou. "Na nossa profissão, temos tanto cuidado com as palavras, para que não prejudique a vida de ninguém. Olha o que fizeram esses mecânicos, deixaram a minha roda solta. Quase sofri um grande acidente", lamentou.
Ela tem toda a razão para estar indignada. Numa rotina de redação de jornal, tudo é discutido. Adjetivos são proibidos. Os pontos e as vírgulas têm seus lugares marcados. Caso deslocados, estragam tudo: acaba com a credibilidade. A lei é pensar, ser imparcial, firme, transmitir segurança. Tudo através das palavras. Mas será mesmo que elas são mais importantes do que as peças do automóvel, por exemplo?
Estão no mesmo nível. Palavras de agressão repetidas transformam personalidades. Tenta dizer para uma criança bonita que ela é feia. Se ela ouvir isso todos os dias, por mais linda que seja, se olhará no espelho e se achará diferente das demais. É a força das palavras. Basta uma frase que toque no nosso ponto fraco para acabar com a alegria do dia. Basta ouvir que "aquela pessoa" não te ama, para sentir uma dor no coração.
Os mecânicos precisam ter mais cosciência sobre a responsabilidade do trabalho que desempenham. As outras pessoas, porém, devem aprender com eles e com os jornalistas. As palavras podem agir como tiros de pólvora ou como o calor do sol. Depende de como são ditas.
A assessora é esperta. Bom é saber que ainda tenho muitas coisas para ouvir ao longo da vida. Com certeza, é menos perigoso do que falar.
1 comment:
Concordo contigo. As palavras podem transformar ou destruir e portanto devem ter um tratamanto cuidadoso e profissional. Assim como outras funções possuem suas ferramentas, nós temos as palavras.
E acima de tudo, ler e ouvir são ótimas formas de lapidá-las.
bjos
Sabrina
Post a Comment