Friday, May 11, 2007

Os abraços acalmam

Hoje meu dia começou bem. No caminho para o trabalho, vi uma cena que me surpreendeu. A alguns metros do carro que eu dirigia, dois outros bateram. Algo leve, simples, sem maiores danos. Uma das motoristas desceu esbravejante, com os braços "em riste". Um parêntese: faz tempo que eu queria usar essa expressão! Continuando: a outra motorista agiu de uma forma emocionate e exemplar. Abraçou a desconhecida.

Sim, ela veio de braços abertos para a moça que havia batido na traseira de seu veículo. Acho que se sentiu culpada. De repente, deu uma freada brusca e causou o acidente, não vi os detalhes. Mas pude, praticamente, sentir aquele abraço. Ela não queria briga, não estava afim de se incomodar às 7h da matina. Um abraço resolveria a situação. Tive que colocar a primeira e arrancar, mas tenho certeza de que funcionou a tática do bem.

Se a mulher que estava atrás encontrasse uma outra estressada como ela, já ia dar briga, terminar em porrada e, quem sabe, até em morte (como aconteceu esses dias aqui em Porto Alegre). Mas, não. Tudo terminou em um abraço, até onde acompanhei.

Bom exemplo para começar o final de semana.

Thursday, May 10, 2007


Elas não acreditam mais em mim

Há dias que a Sabrina e a Thais, minhas colegas da Zero, vêm pegando no meu pé. Devido às brincadeiras freqüentes que faço - para tentar alegrar o ambiente -, as duas me acusam de "crianção". Parecem os argumentos das minhas irmãs. No início, pensei em mudar. Entraria na Redação mudo e sairia calado. Mas, como tenho uma cabeça bem evoluída, decidi que tudo continuará igual. Afinal, a vida ensina que a alegria alheia gera revolta mesmo. Temos que nos acostumar.

Sei que a Sabrina e a Thais falam que não gostam de mim da boca para fora. Tudo não passa de uma brincadeira da parte delas também. Sei que as manhãs sem mim são monótonas e deprimentes. Sei que o sonho delas é ter o mesmo senso de humor do que o meu. Sei ainda que eu estou exagerando agora, nos meus devaneios, no meu amor próprio. E sei, por último, que usei muitas vezes a palavra "sei".

Enfim, apesar de tudo até agora nesse texto estar envolvendo brincadeira, é sério o assunto de que há pessoas que se incomodam com a felicidade dos outros. Tem uns que não podem ver alguém crescendo, seja profissional ou emocionalmente. Mesmo assim, é preciso ter jogo de cintura e estar acompanhado de muitas risadas para superar essas barreiras humanas.

Por esse motivo, prefiro causar dor de cabeça na Thais e na Sabrina do que parecer desarmado para aqueles seres que descrevi no parágrafo anterior. Sorria você também. O máximo que vai acontecer é ter que convencer indivíduos como essas minhas colegas insensíveis de que faz bem se divertir com situações que poderiam ser realmente chatas. E burocráticas.

Tuesday, May 08, 2007


Dois pra lá, dois pra cá

Desde que comecei a fazer aulas de dança de salão, vivo elogiando a atividade. Saber mexer as pernas ao som da música é um desafio instigante. O casal precisa entrar em completa sintonia entre corpo, mente e movimentos. Apesar da dificuldade, vale a pena. Agora, não tem festa ruim. Se não tem nada para fazer, sou o primeiro a levantar da cadeira e perguntar: "aceita bailar?".

No último final de semana, recebi, em casa, a visita de uns parentes do Rio de Janeiro. Para agradar aos turistas, meu pai decidiu colocar um CD de samba. Minha mãe, por outro lado, resolveu testar minhas novas habilidades e ficou impressionada com o resultado de meros três sábados de lições. Há algumas semanas, frustrava a alegria da dona Carmen nos primeiros acordes. Hoje, a faço suar. É ela quem pede um intervalo para descanso entre uma canção e outra.

Devo grande parte dessa evolução a minha parceira, Denise. Ela teve uma paciência grande na primeira aula, teve fé na segunda e, agora, já está colhendo os frutos de seus esforços. Estou quase melhor que o professor! Óbvio que isso é brincadeira, mas juro pela minha própria morte que sei me defender no quesito "dois pra lá, dois pra cá". Aliás, sei até fazer a Denise rodopiar.

É uma coisa simples, mas trata-se de uma mudança na vida. E mudanças são sempre boas. Abençoado seja o Faustão, que me abriu os olhos.