Os abraços acalmam
Hoje meu dia começou bem. No caminho para o trabalho, vi uma cena que me surpreendeu. A alguns metros do carro que eu dirigia, dois outros bateram. Algo leve, simples, sem maiores danos. Uma das motoristas desceu esbravejante, com os braços "em riste". Um parêntese: faz tempo que eu queria usar essa expressão! Continuando: a outra motorista agiu de uma forma emocionate e exemplar. Abraçou a desconhecida.
Sim, ela veio de braços abertos para a moça que havia batido na traseira de seu veículo. Acho que se sentiu culpada. De repente, deu uma freada brusca e causou o acidente, não vi os detalhes. Mas pude, praticamente, sentir aquele abraço. Ela não queria briga, não estava afim de se incomodar às 7h da matina. Um abraço resolveria a situação. Tive que colocar a primeira e arrancar, mas tenho certeza de que funcionou a tática do bem.
Se a mulher que estava atrás encontrasse uma outra estressada como ela, já ia dar briga, terminar em porrada e, quem sabe, até em morte (como aconteceu esses dias aqui em Porto Alegre). Mas, não. Tudo terminou em um abraço, até onde acompanhei.
Bom exemplo para começar o final de semana.
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