
Dois pra lá, dois pra cá
Desde que comecei a fazer aulas de dança de salão, vivo elogiando a atividade. Saber mexer as pernas ao som da música é um desafio instigante. O casal precisa entrar em completa sintonia entre corpo, mente e movimentos. Apesar da dificuldade, vale a pena. Agora, não tem festa ruim. Se não tem nada para fazer, sou o primeiro a levantar da cadeira e perguntar: "aceita bailar?".
No último final de semana, recebi, em casa, a visita de uns parentes do Rio de Janeiro. Para agradar aos turistas, meu pai decidiu colocar um CD de samba. Minha mãe, por outro lado, resolveu testar minhas novas habilidades e ficou impressionada com o resultado de meros três sábados de lições. Há algumas semanas, frustrava a alegria da dona Carmen nos primeiros acordes. Hoje, a faço suar. É ela quem pede um intervalo para descanso entre uma canção e outra.
Devo grande parte dessa evolução a minha parceira, Denise. Ela teve uma paciência grande na primeira aula, teve fé na segunda e, agora, já está colhendo os frutos de seus esforços. Estou quase melhor que o professor! Óbvio que isso é brincadeira, mas juro pela minha própria morte que sei me defender no quesito "dois pra lá, dois pra cá". Aliás, sei até fazer a Denise rodopiar.
É uma coisa simples, mas trata-se de uma mudança na vida. E mudanças são sempre boas. Abençoado seja o Faustão, que me abriu os olhos.
2 comments:
Bomrito! Tu é praticamente um pé de valsa já! Continua assim! Depois aprendo contigo! Hahaha! Saudades! Beijos
Que isso, eu não faço nada! Pra mim é ótimo dançar com um cavalheiro tão dedicado e fiel (sim, morram de inveja, ele só dança comigo nas aulas, hehe...)
No próximo sábado, vamos girar mais e mais!
Beijo, querido!
Denise
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