Monday, August 20, 2007
Impostos
Receita reprime sonegação nas vendas com cartão
Aparelho unificará as caixas registradoras e as máquinas de leitura
Para evitar sonegação com as vendas feitas por meio de cartões de crédito e débito, a Receita Estadual está promovendo mudanças que dificultarão esse tipo de crime fiscal.
Nos últimos 12 meses, segundo dados da Receita, o comércio varejista gaúcho sonegou R$ 59,1 milhões em impostos sobre vendas feitas por cartões de crédito e débito. Sem um aparelho chamado Emissor de Cupom Fiscal (ECF), que conecta as máquinas de leitura de cartões com a caixa registradora, o comércio tem a possibilidade de efetuar vendas sem pagar os devidos tributos.
Para acabar com a situação, a Receita Estadual vai exigir que o ECF seja instalado em todos os pontos comerciais. A data-limite para regularização varia de acordo com o número de aparelhos que o estabelecimento utiliza.
Consumidores e até comerciantes ignoram que os canhotos das máquinas de cartões de crédito e débito não são documentos fiscais.
- O lojista sabe que tem de dar nota. Fico assustado com a cifra - diz Alcides Debus, integrante da junta governativa do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas), sobre o valor total da sonegação.
A obrigatoriedade de implantação do ECF entraria em vigor no dia 1º de agosto, mas a Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL) e o Sindilojas conseguiram negociar com a Receita a extensão do prazo, considerado curto pelo varejo.
- Os pequenos e médios empresários estão preocupados. Por isso, queríamos tornar a mudança menos traumática e onerosa - explica Debus.
Segundo representa do Sindilojas, o custo de implantação do ECF, que unificará todas as bandeiras (marcas) de cartão em apenas uma máquina, ficará em torno de R$ 5 mil. Para pequenos empresários, esse valor pode representar um mês inteiro de estoque.
- E isso para os que já têm computador e demais aplicativos. Os outros terão despesas ainda mais pesadas - avisa Debus.
No site da Zero tem mais detalhes, tem arte, tem gráfico. Pode ir lá!
http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=8302&template=&start=1§ion=Economia&source=Busca%2Ca1594016.xml&channel=9&id=&titanterior=&content=&menu=23&themeid=§ionid=&suppid=&fromdate=&todate=&modovisual=
Sunday, July 22, 2007
http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=8132&template=&start=1§ion=&source=a1567736.xml&channel=9&id=&titanterior=&content=&menu=23&themeid=§ionid=&suppid=&fromdate=&todate=&modovisual=
E viva o marketing da Internet!!!
Saturday, July 21, 2007
Curiosidade
Eu fiz uma busca no google pelo nome da minha irmã: Raquel Schneider. Estava vendo se a foto dela já havia sido publicada no site da Band, já que ela é uma das finalistas do Miss Porto Alegre. Me surpreendi ao ser encaminhado ao blog que reproduzi acima. Trata-se de um espaço de crônicas... E eles colocaram a minha que saiu na última quarta-feira, no ZH Digital. Legal!
Aqui está o texto, para os que não leram:
Voar é possível
Quando criança, era um verdadeiro sonhador. Entre os tantos desejos, o maior era conseguir voar. Um dia, uma vizinha notou como minha vontade era grande. Chegou a ficar tão assustada que deu conselhos:
- Se for tentar, levante vôo do térreo e não do alto - sugeriu, com medo de que eu me atirasse da janela do quarto andar.
Cresci sem ter cometido essa loucura e, como resultado das tecnologias, hoje posso voar no Second Life - sem riscos. Claro que a sensação não é igual a um rasante de verdade. Mas, pelo menos, o resultado é o mesmo.
Posso viajar pelo mundo inteiro sem precisar pagar passagem aérea nem enfrentar o caos dos aeroportos brasileiros. Além disso, conheço novas pessoas. Ou melhor: novos avatares, de diversos lugares, que falam várias línguas.
Até festas a que só assistia pela TV, posso freqüentar. Esses dias, a Globo fez o lançamento de uma de suas novelas no Second Life. Pessoas reais transformadas em bonecos virtuais. Nem o programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, escapou da novidade da Internet.
Tudo isso, no entanto, ainda é para poucos, muito poucos. Só pude ter meu sonho de voar realizado graças a uma aula na faculdade.
Nossa tarefa era nascer nessa segunda vida. Se fosse experimentar em casa, esperaria bons anos ainda. Para baixar o Second Life, o computador deve ter uma memória bastante grande, placa de vídeo e conexão robusta à Internet.
Mas acredito que a popularização da existência online ainda seja possível. Afinal, as pessoas não duvidavam que eu criaria asas?
Pois eu não duvido que um dia todos os brasileiros possam conhecer Paris, as belezas de Londres, a Porto Alegre reinventada, as boates onde os avatares dançam e ganham lindens (a moeda virtual). Acredito também que as minhas idéias continuam assustando minha vizinha.
Tuesday, July 17, 2007
Sunday, July 15, 2007

Maluquices da cabeça
Ontem fui numa festa "julina" do pessoal da Zero. Todo mundo vestido de caipira. Chapéu de palha, quentão, cachorro-quente, pipoca e até mural para recados. No início da brincadeira, só faltou samba no meu pé.
Eu explico. Durante uns dois meses, ou três (não lembro), fiz aulas de dança. Até contei aqui no blog. Mas, devido aos meus horários malucos, tive que abandonar as lições. Resultado: as belas de tranças e pintinhas nas bochechas tentavam me fazer dançar e... nada. Simplesmente, não conseguia mover as pernas. Culpa das maluquices da cabeça, do psicológico.
Foi só eu me ambientalizar um pouco com o salão de festas do prédio da Cris e tomar uns copos de quentão que a coisa começou a mudar. Quando me dei conta, estava dançando um pouco com a Thais, outro pouco com a Mari Aguirre, a Verônica, as Lus (tem duas), a Cris, a Alice, enfim. Mas o show mesmo foi com a Mari Muniz!
Nós deslizávamos por aquele salão, como se estivéssemos na Dança dos Famosos. Nós misturávamos samba, bolero, tango, machiche. Muito bom.
A cabeça da gente é capaz de colocar barreiras na vida. Se a gente não insiste, não tenta mais uma vez, deixa esse tal de psicológico nos vencer. Nada disso, a melhor coisa é acreditar que tudo tem um jeitinho! Ainda mais com a ajuda de caipiras bonitas como as minhas colegas de "selviço".
Saturday, July 07, 2007
Se eu já fosse um jornalista conhecido, nem precisaria estar avisando. Mas o fato é que estou na luta diária para atingir essa posição. Portanto, vai a dica: quarta-feira, dia 11/07/2007, terá uma participação do senhor que vos fala no caderno Digital, da Zero Hora. Vou contar um pouco da minha experiência no Second Life. E como sempre, coloco uns toques da minha vida pessoal na crônica. Não deixe de ler e me enviar a sua opinião. Falou?!
Hehehe. Cada um se promove do jeito que pode, né?! Esse é o meu...
LEIA-LEIA-LEIA-LEIA-LEIA-LEIA e divulgue aos amigos, vizinhos, colegas de trabalho, inimigos, companheiros de ônibus, enfim. Faça a sua parte por mim! Hasta.
Thursday, June 28, 2007
Ontem à noite, nasceu em mim uma dúvida existencial. Ela foi motivada por uma pergunta de determinado professor de Redação do meu curso - Jornalismo, aos que não sabem. Quando entreguei meu texto final, ele olhou no fundo dos meus olhos e atirou. "Como vais assinar tuas matérias?".
A bala me atingiu. Nos meus devaneios, me enxergava perdido nas páginas impressas entre Mauro Schneider, Mauro Belo, Mauro Belo Schneider, Mauro Schneider Belo e nomes fictícios. Respondi que gostaria de usar Mauro Belo Schneider. Do jeito que está escrito na minha certidão de nascimento, do jeito que meus pais escolheram. "Acho que não é uma boa", lamentou.
Segundo ele, os jornais preferem dois nomes. É mais fácil das pessoas gravarem, mais sonoro. Chegou a me contar histórias de jornalistas que foram barrados por isso, e tiveram que se adaptar.
Meu pai não gosta quando excluo o Schneider. Certa vez, estávamos num estádio de futebol e ele me mandou ir no estúdio da rádio que cobria o evento pedir para que anunciassem que eu estava no campo. "Como te chamas?", perguntou o locutor. "Mauro Belo Schneider", soletrei. "Só Mauro Belo, Schneider é difícil", emendou o radialista. Depois de ter ouvido meu nome ser falado para todo o Estado, sentei ao lado do meu pai (que estava com o walkman na mão). "Teu tio de Garibaldi nunca vai saber que era tu", criticou.
Agora não sei o que fazer da minha vida. É meu professor de um lado, dizendo que não devemos ouvir nossos pais. É a numerologia de outro. É o meu público que já me conhece pelos três nomes (quem dera).
De repente, eu tenha que repensar toda a minha trajetória. Desde aquele dia no cartório, quando a família estava toda reunida e eu era apenas um sem-assinatura. Como eu era feliz.
Sunday, June 24, 2007
Nunca tinha ido a uma festa rave. Sábado passado, fui. Minha colega Paula se encarregou de comprar os ingressos e eu descobri como é passar horas a fio ouvindo música eletrônica. No meu caso, não foram muitas horas: fui embora às 3h30min, o que é imperdoável num evento como esse.
Se fosse uma outra festa qualquer, o horário de partida seria normal. Lá pelas seis horas da manhã, a maioria dos boêmios já deve estar em casa dormindo, sonhando com o que aconteceu na noite - ou queria que tivesse acontecido. Enfim, trata-se de regras tribais.
A Paula me contou que já chegou a passar quase 24 horas numa rave. Ela gosta mesmo do negócio. Eu prefiro uma balada com músicas que possa acompanhar a letra, dançar em ritmos alternados.
Na vida, tudo tem o seu manual de instrução. No trabalho não se pode fazer certas brincadeiras, no colégio tem que pedir para o professor autorização para ir ao banheiro, nas festas raves tem que estar ligado e se balançar até... sabe-se lá quando. Quem quiser, que faça diferente.
Foi legal conhecer uma rave, me diverti muito, apesar de ter me diferenciado. A Paula entrou para o meu livro de recordações como aquela que me apresentou o universo eletrônico.
Friday, June 22, 2007
Coloquei no meu nick do MSN essa indagação: "mas já?". Aí, minha colega de trabalho me veio com outra: "já o que, senhor??". Assim mesmo, com dois pontos de interrogação e tudo. Foi o suficiente para me fazer pensar sobre o sentido da pergunta. Mas como essa minha colega mesmo disse: "pensar sempre é bom, porque sempre leva a gente a algum lugar, a gente sempre descobre algo novo". O nome da autora dessas palavras é Rossana.
A Rossana despertou em mim uma veia de auto-ajuda. Nada contra. Tem momentos na vida em que é muito bom ler auto-ajuda. Aliás, qualquer coisa que faça bem para o espírito é positivo. Seja uma leitura, uma música, um filme, enfim. Obrigado Rossana. Puxa, já citei a Rossana três vezes nesse post. Quarta!
Voltando à pergunta que gerou essa polêmica interior. Disse para a Rossana que o "mas já?" se referia a diversas coisas. São elas:
- Mas já estamos na metade do ano?
- Mas já é sexta-feira?
- Mas já vou completar 21 anos?
- Mas já sou quase um jornalista?
- Mas já estou trabalhando onde sempre quis?
- Mas já passou o jogo do Grêmio contra o Boca?
- Mas já consegui realizar grande parte dos meus sonhos?
- Mas já sou uma pessoa tão ocupada?
- Mas já me preocupo em ter tempo para a família e os amigos?
- Mas já quero férias?
- Mas já estou com saudades da minha infância?
- Mas já preciso fazer uma poupança para comprar um carro e uma casa?
- Mas já quero constituir uma família?
Mas já???
Sunday, June 10, 2007
Hoje passei por uma situação, no mínimo, estranha. Pela primeira vez, estou trabalhando de madrugada. A noite parece tão longa e disprovida daquela magia das outras noites que passei acordado em algum bar, boate ou salões de festas.
Sozinho, em frente ao computador e com uma música ao fundo, dá vontade de ligar para todos os amigos. A gente perde a noção de que as pessoas podem estar dormindo. Parece que elas precisam estar alertas como nós, ansiosas por uma conversa.
Os filmes da TV são todos macabros. Ninguém no MSN. Assim que as horas vão passando, a lista de internautas online vai diminuindo. Achei que o sono seria maior, mas me enganei. É algo suportável. O que mais vem a cabeça são os planos de a que horas vou dormir quando sair daqui.
Por trabalhar em um veículo de comunicação, recebo as ligaçãoes mais curiosas que a mente humana pode imaginar. São pessoas que querem atendimento médico e outras pedem móveis novos (a chuva molhou os antigos). Por que não estão dormindo? Deveriam dar valor a essa oportunidade! No rádio, as músicas são boas, a maioria antiga.
Lembro que certa vez passei a noite toda acordado também, vi o dia amanhecer. Foi no Planeta Atlântida. Achei tão estranho. Quando cheguei em casa não quis dormir, fui direto à praia, mas meus parentes falavam comigo e eu mal respondia! Peder a noite é como perder parte de si mesmo.
Bom, assim são as coisas. Pelo menos, essa experiência está me provando aquilo que eu sempre soube: as histórias nunca param. Nem mesmo enquanto alguns dormem.
Saturday, June 02, 2007
Chega um dia na vida em que não existem mais salas de aula. Dá uma sensação de vazio, como em todo o fim. A primeira vez que se sente isso é no término do Ensino Médio. A tristeza não é maior porque se sabe que há um novo desafio pela frente: a faculdade. Novos colegas, novos professores e, principalmente, novas salas de aula aguardam o indivíduo. Terminar a faculdade, porém, trata-se de um momento muito doloroso. É difícil encarar um mundo sem o ambiente de ensino, sem a opinião de pessoas que transmitem, além de tudo, confiança.
Nem bem a criança sabe falar, já é colocada na escola. A formação da personalidade passa pelo quadro negro. Tem uns que desenvolvem mais intimidade com a sala de aula do que com os próprios pais – tamanha a duração da permanência no local. Ir e voltar do universo escolar e acadêmico é como escovar os dentes, automático. De repente, acaba. Chega o desamparo. As salas de aula são eliminadas do dia-a-dia.
Digo "de repente" porque quatro, cinco ou seis anos de faculdade passam voando. É comum os jovens sentirem-se verdes para o mercado de trabalho, não dá tempo para aprender tudo. Eu, por exemplo, lembro-me perfeitamente da época em que brincava de ser repórter com o gravador. Entrevistava os amigos e parentes para tentar encurtar as distâncias da realização do sonho de tornar-me jornalista. Hoje (que custo a acreditar que já chegou), estou a um semestre de receber o diploma profissional.
As aulas não são mais as mesmas. Final de curso é desse jeito, as tarefas são práticas e o tempo que se passa na universidade, normalmente, é reduzido – se comparado com os primeiros semestres. Tem horas em que bate a nostalgia. Lembro-me, inclusive, do ano que passei no vestibular, do medo de chegar aos estúdios de rádio e televisão, das saídas depois da execução dos trabalhos para comemorar.
Ultimamente, o pessoal anda correndo, não há brechas para esse tipo de coisa em meio às atenções que monografia e emprego exigem. A vida na sala de aula vai ficando em segundo plano. Parece uma preparação para a despedida fatal. Há diversos motivos para vibrar com essa fase, eu sei. É algo inédito, um recomeço. Mas que é difícil viver tudo aquilo que professores, pais e avós avisaram que viveríamos ao longo do caminho, isso é. Apesar de ter apenas 20 anos, agora acredito na história de que ficamos velhos de verdade. E em outra coisa também: as salas de aula deixam saudade.
Friday, June 01, 2007

De repente, do nada, as coisas acontecem
Tem épocas na vida em que a gente pensa que tudo dá errado. Nem adianta fazer as coisas certas, seguir o manual, a impressão que se tem é que nascemos para sofrer, para assistir os outros conquistando seus objetivos. Mas, de repente, as coisas boas começam a acontecer para nós também. Nessa hora é que se vê como toda atitude gera um resultado.
Há alguns dias, mudei de "posto" no meu trabalho. E, hoje, vejo que todos os meus esforços do passado valeram a pena. Cada estágio que eu fiz, desde os que foram nos lugares mais simples, colaboraram para eu me sentir mais preparado para enfrentar os novos desafios que vêm surgindo.
De repente, sem anúncio prévio, nem tempo para grandes comemorações, já estamos dentro de um universo que, antes, não passava de sonho. Não me refiro apenas ao mundo profissional. Até porque sou do tipo que acredita que a profissão não é tudo. É preciso algo mais.
E esse algo mais também é essencial. Muitas vezes imaginamos como deve ser perfeito ter pessoas parceiras para qualquer indiada na volta, ter uma namorada, ter uma rotina divertida, uma família tranqüila. Aí, quando nos damos conta, conquistamos isso. Sim, porque trata-se de uma conquista. "Você é o resultado das suas escolhas", já dizia o ditado.
Enfim, falei um monte de coisas confusas para tentar me desculpar pelo tempo sem posts. É que estive cultivando aquele "algo mais"... De repente, do nada, as coisas acontecem para mim.
Friday, May 11, 2007
Hoje meu dia começou bem. No caminho para o trabalho, vi uma cena que me surpreendeu. A alguns metros do carro que eu dirigia, dois outros bateram. Algo leve, simples, sem maiores danos. Uma das motoristas desceu esbravejante, com os braços "em riste". Um parêntese: faz tempo que eu queria usar essa expressão! Continuando: a outra motorista agiu de uma forma emocionate e exemplar. Abraçou a desconhecida.
Sim, ela veio de braços abertos para a moça que havia batido na traseira de seu veículo. Acho que se sentiu culpada. De repente, deu uma freada brusca e causou o acidente, não vi os detalhes. Mas pude, praticamente, sentir aquele abraço. Ela não queria briga, não estava afim de se incomodar às 7h da matina. Um abraço resolveria a situação. Tive que colocar a primeira e arrancar, mas tenho certeza de que funcionou a tática do bem.
Se a mulher que estava atrás encontrasse uma outra estressada como ela, já ia dar briga, terminar em porrada e, quem sabe, até em morte (como aconteceu esses dias aqui em Porto Alegre). Mas, não. Tudo terminou em um abraço, até onde acompanhei.
Bom exemplo para começar o final de semana.
Thursday, May 10, 2007

Elas não acreditam mais em mim
Há dias que a Sabrina e a Thais, minhas colegas da Zero, vêm pegando no meu pé. Devido às brincadeiras freqüentes que faço - para tentar alegrar o ambiente -, as duas me acusam de "crianção". Parecem os argumentos das minhas irmãs. No início, pensei em mudar. Entraria na Redação mudo e sairia calado. Mas, como tenho uma cabeça bem evoluída, decidi que tudo continuará igual. Afinal, a vida ensina que a alegria alheia gera revolta mesmo. Temos que nos acostumar.
Sei que a Sabrina e a Thais falam que não gostam de mim da boca para fora. Tudo não passa de uma brincadeira da parte delas também. Sei que as manhãs sem mim são monótonas e deprimentes. Sei que o sonho delas é ter o mesmo senso de humor do que o meu. Sei ainda que eu estou exagerando agora, nos meus devaneios, no meu amor próprio. E sei, por último, que usei muitas vezes a palavra "sei".
Enfim, apesar de tudo até agora nesse texto estar envolvendo brincadeira, é sério o assunto de que há pessoas que se incomodam com a felicidade dos outros. Tem uns que não podem ver alguém crescendo, seja profissional ou emocionalmente. Mesmo assim, é preciso ter jogo de cintura e estar acompanhado de muitas risadas para superar essas barreiras humanas.
Por esse motivo, prefiro causar dor de cabeça na Thais e na Sabrina do que parecer desarmado para aqueles seres que descrevi no parágrafo anterior. Sorria você também. O máximo que vai acontecer é ter que convencer indivíduos como essas minhas colegas insensíveis de que faz bem se divertir com situações que poderiam ser realmente chatas. E burocráticas.
Tuesday, May 08, 2007

Dois pra lá, dois pra cá
Desde que comecei a fazer aulas de dança de salão, vivo elogiando a atividade. Saber mexer as pernas ao som da música é um desafio instigante. O casal precisa entrar em completa sintonia entre corpo, mente e movimentos. Apesar da dificuldade, vale a pena. Agora, não tem festa ruim. Se não tem nada para fazer, sou o primeiro a levantar da cadeira e perguntar: "aceita bailar?".
No último final de semana, recebi, em casa, a visita de uns parentes do Rio de Janeiro. Para agradar aos turistas, meu pai decidiu colocar um CD de samba. Minha mãe, por outro lado, resolveu testar minhas novas habilidades e ficou impressionada com o resultado de meros três sábados de lições. Há algumas semanas, frustrava a alegria da dona Carmen nos primeiros acordes. Hoje, a faço suar. É ela quem pede um intervalo para descanso entre uma canção e outra.
Devo grande parte dessa evolução a minha parceira, Denise. Ela teve uma paciência grande na primeira aula, teve fé na segunda e, agora, já está colhendo os frutos de seus esforços. Estou quase melhor que o professor! Óbvio que isso é brincadeira, mas juro pela minha própria morte que sei me defender no quesito "dois pra lá, dois pra cá". Aliás, sei até fazer a Denise rodopiar.
É uma coisa simples, mas trata-se de uma mudança na vida. E mudanças são sempre boas. Abençoado seja o Faustão, que me abriu os olhos.
Tuesday, March 27, 2007
Prometi a minha colega Paula Letícia, leitora desse blog nas horas vagas, que iria escrever um post em sua homenagem. Ela merece, mas as circustâncias estão fazendo com que eu adie este ilustre momento. Hoje, portanto, não poderei me calar em relação a duas coisas que vivi nos últimos dias. Aliás, não vivi, graças a Deus. Acontecerem perto de mim, bem perto.
Primeiro foi na segunda-feira. Cheguei na redação e fui informado de que um companheiro da faculdade havia morrido, atropelado por um táxi enquanto andava de bicicleta. Besta. Simplesmente, banal. Uma vida inteira interrompida.
Depois, foi a vez de assistir a um seqüestro no carro que estava na frente do meu. Ao buscar a minha irmã na casa do namorado, presenciei uma arrancada brusca e o nervosismo dos que ficaram na calçada, assustados com o futuro do rapaz raptado. Besta. Simplesmente, banal.
"Era um Golf. Os ladrões adoram golfs", disse a minha irmã, tentando explicar o ocorrido. Não há, no entanto, justificativas para essas circustâncias. São coisas que, há poucos dias, só eram vistas em novelas. Agora, estão chegando cada vez mais próximo das pessoas de bem, vindo pelas beradas. É um salve-se quem puder diário.
Certamente o próximo post terá a Paula como protagonista. Isso se eu continuar com a sorte do lado. Nunca se sabe.
Thursday, March 22, 2007
"É não ter mais com que sonhar", disse a minha colega Thais ao anunciar que havia dividido a noite comigo. Ela imaginou, na leveza noturna de seu ser, que estávamos entregando cartas e jornais. Enfim, no seu único momento de descanso, continuou desempenhando as tarefas que fazemos durante nossa rotina de auxiliares de redação aqui na Zero. Descobri: por isso que acordei cansado.
O comentário me remeteu a uma reflexão: imagine se tudo que sonhássemos se tornasse real. Dá até medo. Às vezes não sei de onde tiro tanto criatividade para escrever os roteiros dos meus sonhos. O episódio que mais gosto é aquele que saio voando pela cidade. Melhor ainda quando tenho "consciência de acordado" nesse momento. Posso assumir o comando da situação e manipular a velocidade e a direção dos meus rasantes.
Voltando ao sonho da Thais. "Fazíamos tudo igual, mas o prédio era diferente. Era o colégio que estudei durante toda a minha vida. Depois íamos para rua, esperávamos o ônibus e nos mandávamos pra casa", detalha a história. "Aí acabou?", pergunto a ela. "Sim."
Talvez ela esteja escondendo alguma parte do sonho de mim, mas, normalmente, é assim mesmo. Eles terminam do jeito que começam: do nada. Os espíritas dizem que sonhar é sair do corpo, deixar a alma viajar. Outros afirmam que os sonhos são sinais do além. Dente é morte, cobra é perigo. Coisas assim - inventei exemplos. E sonhar com o Mauro, o que será que quer dizer? Para os outros não sei, para mim é privilégio. Gosto de saber que as pessoas sonham comigo.
Obrigado Thais, por esse momento inesquecível que vivemos a noite passada. Ficará guardado lá dentro, no fundo do peito.
Wednesday, March 14, 2007
É preciso ter gratidão. Foi isso que aprendi ontem assistindo, pela primeira vez, ao programa da Hebe Camargo americana, a Oprah Winfrey. Cheguei em casa, minha mãe e a Suzi estavam fazendo uma faxina daquelas. Nem meu cachorro sabia onde se enfiar. Pensei em cortar os cabelos no shopping, o barbeiro não tinha hora vaga. O jeito foi me satisfazer com o calor e um canto do sofá, em frente a TV. Valeu a pena, o tema do programa era: The Secret.
Esse é um documentário ao estilo do "Quem Somos Nós". Nele, alguns cientistas dizem que o pensamento define os caminhos que a nossa vida segue. A mente é muito poderosa, capaz de tornar as pessoas mais bonitas e até mais bem-sucedidas. Não é auto-ajuda, garantem os estudiosos. É física.
Aprendi que para mudar alguma coisa da rotina, primeiro é preciso ser grato por tudo que se tem. Depois disso, pode-se alçar novos vôos. A explicação está baseada no fato de que as pessoas que são felizes com o que possuem, atraem mais felicidade, conseqüentemente, conquistam seus objetivos de forma mais fácil. É proibido fazer-se de vítima. Tudo é uma questão de atração. Pessoas que se fazem de vítimas, serão vítimas.
Os participantes do debate afirmaram ainda que a vida é uma mesa de bar. Os pensamentos são os pedidos feitos aos garçons. Portanto, cuidado. O menu é grande. Depois que a comida já estiver servida, fica mais caro pedir outro prato.
Friday, March 02, 2007
Agora me vieram com uma novidade, em dose dupla ainda por cima. Nunca tinha ouvido falar em meme. Parece que é um questionário que passa de blog para blog, em que os participantes devem indicar novos participantes, e assim segue. Como a Ane Meira e a Gisele Ramos (ambas minhas companheiras de trampo!) me indicaram para fazer parte dessa corrente, responderei as indagações. Pode ser que sirva para alguma coisa...
Vamos juntos nessa.
5 coisas que eu quero fazer antes de morrer:
- Hm... Andar a cavalo numa fazenda com alguém que goste muito até anoitecer. Depois amarrar os animais na árvore e falar sobre a vida olhando as estrelas.
- Fazer uma apresentação de alguma coisa num grande teatro.
- Passar o Natal em Nova York com a família toda - como nos filmes -, com direito a boneco de neve e tudo.
- Salvar a vida de alguém.
- Formar uma família, brincar com meus filhos, educá-los, ensinar o que meus pais me ensinaram, contar para eles como as coisas eram diferentes na "minha época".
5 coisas que eu faço bem:
- Ouço as pessoas com bastante atenção.
- Escrevo bem quando estou concentrado. Grande parte da admiração e respeito que conquistei até hoje foi através dos textos que produzi.
- Sei ser amigo fiel, daqueles que chega a cansar.
- Gosto de andar de carro comigo mesmo!
- Valorizar a união familiar.
5 coisas que eu digo sempre:
- Ah, é?!
- Bah!
- Quero férias.
- Nada é por acaso.
- Ainda bem.
5 coisas que eu não faço ou não gosto de fazer:
- Não jogo futebol, não tenho talento para isso.
- Não uso mais meias até a canela.
- Não maltrato as pessoas.
- Não gosto de me incomodar durante o almoço. Como, por exemplo, quando minha família briga com o garçom pelo refrigerante não vir, ou algo parecido.
- Não faço a barba todos os dias.
5 coisas que me encantam:
- Uma janta com a família ou amigos.
- União de um casal que se aceita de todas as formas.
- Ouvir a risada da minha mãe, misturada com a de minha avó, da minha tia, dos irmãos, primos.
- Um texto bem encaixado.
- A minha casa da praia cheia de gente.
5 coisas que eu odeio:
- Fazer sala para pessoas que não simpatizo.
- Reencontrar quem não foi legal comigo no passado.
- Começar a rir onde não devo.
- Sentir ciúmes.
- Me decepcionar.
O certo agora é que eu mande para mais cinco bloggeiros. Bem, quero que o Gilmar Luís, a Fernanda Morena, a Alessandra Brites, a Fê Cris e a Lú Fedrizi participem.
Friday, February 23, 2007
Com o início das aulas nos colégios e universidades, tudo volta a velha forma em Porto Alegre: trânsito chato, shoppings lotados e gente que não acaba mais dentro dos ônibus. Nós também deixamos a paciência redobrada e o espírito aventureiro para trás. A calmaria só volta no ano que vem, quando as férias forem anunciadas novamente.
Para ir ao trabalho, mesmo que comece às oito da matina, não dá mais para sair de casa uns minutinhos antes. Essa história de não ter hora para almoçar ou ficar assistindo o filme que passa depois do Teledomingo, acabou. No dia seguinte, os compromissos exigem descanso.
Meu colega aqui do jornal, o Tiago, acaba de ler o título que estou dando a esse post. "Eu já voltei ao normal desde o dia 1 de janeiro", disse ele, referindo-se ao fato de não ter tirado férias. Apesar disso, continuo com a minha tese de que as pessoas não são normais nos meses de janeiro e fevereiro, mesmo que não saiam de suas cidades, suas casas, suas rotinas.
Enquanto os outros se divertem, curtem a vida, pegam sol, voltam alegres de suas viagens, os que apenas observam o movimento, recebem os reflexos da estação. As pessoas ficam diferentes, amenas, calmas nessa época que está chegando ao fim. Acho que é o sol.
Esses dias minha prima Carla contou-me sobre algo que leu. A crônica afirmava que há uma grande diferença no humor das pessoas que são aquecidas pelo sol - como os nordestinos - e as que são aquecidas pela lareira - como nós, gaúchos. Realmente, é isso que dá a fundamentação maior para o motivo de eu estar escrevendo esse texto.
Uma diagramadora aqui do jornal me disse ontem: "A partir de hoje chegarei todos os dias nesse horário". Significava uns 10 ou 15 minutos de adiantamento. Razão: as aulas dos filhos começaram e é ela quem os leva para a escola. A minha colega voltou a ser uma pessoa normal. Não pode mais colocar o celular no "soneca".
O Tiago está por fora. Ele é que não se deu conta de que somente agora será o Tiago de verdade. Tudo que ele pensou que podia estar ruim nesses últimos dois meses, como já dizia o pensador, pode piorar! Ou não.
Friday, February 02, 2007
Eu e a Gabriela voltávamos de lotação do jornal esses dias. A Gabi também estuda jornalismo e foi minha colega durante um estágio que fizemos no Hospital de Clínicas. Nesse mês, voltamos a nos encontrar: dividimos a redação do Jornal do Comércio. No trajeto até nossas respectivas casas, falamos de um fato interessante. Sobre as pessoas que, depois que nos damos conta delas, passam a cruzar por nós com certa freqüência. Foi a Gabi que chegou a tal conclusão. Ela é mesmo um poço de inteligência.
Pior que é verdade mesmo. Se a gente repara em alguém, começamos a ver esse alguém em vários lugares. Está no shopping, no restaurante, na praia e, às vezes, até no aeroporto. É curioso. Parece que o indivíduo dá cria, se multiplica. Aí a gente pensa que passava por ele todos os dias e não se dava conta. Por que isso começa a acontecer de uma hora para outra?
Agora pouco, aqui na Zero Hora, perguntei a duas colegas (Mari e Mari) - também auxiliares de redação -, que estudam na Unisinos, se já se conheciam antes de trabalharem juntas. Responderam que não, mas deram a certeza de que irão se ver muito nesse semestre. Elas acreditam na mesma teoria da Gabi.
O mundo é um ponto de interrogação. Quantas coisas que a gente ainda não se deu conta, quantas a gente nunca vai entender. É raro existir pessoas atentas como a Gabi.
Wednesday, January 31, 2007
Fazer jornalismo é bom porque a gente ouve muito. Ouvimos de tudo e de todos. Coisas que fazem pensar, outras inúteis. Esses dias, eu estava fazendo uma matéria e conversava com uma assessora de imprensa ao telefone. Bem na hora que eu liguei, ela estava em maus lençóis. Na volta de uma viagem a Caxias do Sul, seu carro estragou. Nervosa, sozinha na estrada, ela desabafou. "Na nossa profissão, temos tanto cuidado com as palavras, para que não prejudique a vida de ninguém. Olha o que fizeram esses mecânicos, deixaram a minha roda solta. Quase sofri um grande acidente", lamentou.
Ela tem toda a razão para estar indignada. Numa rotina de redação de jornal, tudo é discutido. Adjetivos são proibidos. Os pontos e as vírgulas têm seus lugares marcados. Caso deslocados, estragam tudo: acaba com a credibilidade. A lei é pensar, ser imparcial, firme, transmitir segurança. Tudo através das palavras. Mas será mesmo que elas são mais importantes do que as peças do automóvel, por exemplo?
Estão no mesmo nível. Palavras de agressão repetidas transformam personalidades. Tenta dizer para uma criança bonita que ela é feia. Se ela ouvir isso todos os dias, por mais linda que seja, se olhará no espelho e se achará diferente das demais. É a força das palavras. Basta uma frase que toque no nosso ponto fraco para acabar com a alegria do dia. Basta ouvir que "aquela pessoa" não te ama, para sentir uma dor no coração.
Os mecânicos precisam ter mais cosciência sobre a responsabilidade do trabalho que desempenham. As outras pessoas, porém, devem aprender com eles e com os jornalistas. As palavras podem agir como tiros de pólvora ou como o calor do sol. Depende de como são ditas.
A assessora é esperta. Bom é saber que ainda tenho muitas coisas para ouvir ao longo da vida. Com certeza, é menos perigoso do que falar.
Monday, January 22, 2007

Não deveria ser assim, mas a gente acostuma
Novamente estou num período corrido. Não tanto quanto no ano passado, quando trabalhava no portal Terra, Jornal do Comércio e ainda freqüentava a faculdade todas as noites. Mas, as coisas estão puxadas. Não tenho um intervalo sequer para curtir o sol, de passear no shopping, de pegar um cinema ou, mesmo, de ver a sessão da tarde. Estou me acostumando. O problema é que não deveria ser assim.
Quando ficamos muito tempo sem fazer as coisas boas da vida, esquecemos delas. Esquecemos do quanto pode ser prazeroso passar as horas, simplesmente, conversando com um vizinho. Melhor ainda se isso acontece acompanhado de um chimarrão e pipocas. Quando o trabalho aperta, a gente deleta da memória o quanto também pode ser enriquecedor uma longa conversa com os avós. Não temos, porém, dinheiro a perder. É preciso trabalhar para encher o currículo, para não entrar no SPC, para não entrar em depressão. Os avós? Ah, eles estão sempre lá.
Será? Os avós são apenas exemplos. Em meio a essa correria esquecemos dos amigos, dos pais, dos irmãos, do cachorro. Isso é completamente normal, acontece com todos. Ás vezes, no entanto, é preciso lembrar deles, lembrar de nós. O sofrimento vem depois, junto com a aposentadoria. Na balança da vida, o que deve prevalecer é a sabedoria de delegar prioridades.
O assunto pode parecer um tanto clichê. E é. Esse sentimento vem e volta, se repete inúmeras vezes. Tanto é verdade que acabamos nos acostumando com essa falta de sentimentalismo, com essa falta de amor próprio. Eta coisa séria. Hoje fui fundo! Faz parte, assim como a falta de tempo.
Friday, January 19, 2007

São apenas pessoas
Que mania a nossa de achar que as pessoas da mídia são especiais, feitas de um material diferente dos outros. Abençoadas por Deus, felizes por natureza e sortudas. Que nada. Todas elas têm seus dias de mau humor, suas manias, suas decepções. Outra coisa, a gente dá uma dimensão tão grande aos veículos de comunicação, mas, na verdade, tudo não passa de um processo estranho que acontece dentro do cérebro. A mídia é uma nova realidade, que confunde a verdadeira, que tem influência na vida dos cidadãos. Tudo isso eu já ouvi numa das aulas do Juremir Machado da Silva - um professor da Famecos, que tem coluna no jornal Correio do Povo nas quartas e domingos.
Também sinto isso tudo na pele. Primeiro porque trabalhando na RBS vejo as coisas que via antes de um jeito muito diferente. Há alguns anos, na minha primeira visita ao Diário Gaúcho, achava a redação grande. Hoje, percebo que é bastante pequena, principalmente se comparado com a Zero Hora, ou mesmo com o Jornal do Comércio.
Quanto mais popular o veículo de comunicação, mais o processo de mistificação atua. Tenho provas. Escrevi matérias muito legais no JC, fiz até uma página central do caderno Empresas e Negócios sobre o Natal Luz de Gramado. Estava tudo ali, todos os números que são movimentados durante o evento. Um perfil da economia. Um trabalho árduo, falei com várias pessoas. Alguns leram, gostaram. Porém, basta sair uma pequena crônica minha na ZH que todos lêem, todos gostam, todos ligam para elogiar, deixam recados no Orkut. Pedem para que eu não esqueça deles com a "fama", dizem que eu escrevo bacana.
Tudo isso me faz um ser mais feliz, além de mais confuso. Há poderes que a gente não consegue explicar. Ainda bem que estou a favor desse fenômeno agora. Só corro o risco de ser confundido com uma cadeira, uma mesa, uma caneta. Sei lá, tudo que não seja de carne e osso.
Thursday, January 18, 2007
O fotógrafo e o sonho
Já escrevi de tudo nessa vida. Fiz crônica sobre o apagão, futebol, verão e até sobre o ato de sorrir. Acredito que cada pequeno momento vale uma grande história. Certa vez, mais ou menos aos 13 anos de idade, mandei um texto para o jornal Diário Gaúcho falando sobre os sonhos que a gente tem. Lembro-me vagamente das palavras que utilizei, mas a idéia central estava nessa frase: quem acredita sempre alcança. Foi publicado na coluna Fala, Leitor - com foto e tudo. Agora, sou a prova do ditado.
Hoje, sete anos depois, vejo que estava certo. E não sou só eu que percebo isso. O fotógrafo que me clicou também reconhece o fato. Na época, eu dizia ter certeza absoluta de que um dia chegaria às paginas dos jornais, apesar da imensa concorrência desse universo jornalístico. Não é que cheguei?! Trabalhei num jornal de bairro, passei pela assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas, fiquei durante mais de sete meses fazendo pautas muito legais para o Jornal do Comércio (até em Curitiba e em Gramado), e agora estou na Zero Hora. Tudo que eu sempre quis. Quando o fotógrafo do Diário me encontra pela RBS, me chama de Sonho.
É um apelido que fala muito sobre mim. Sempre fui um cara desses que sonha demais, mas não deixa de viver. Em vez de ficar esperando a hora de entrar numa redação, inventava uma maneira de já estar inserido no meio. Agora, tenho orgulho por ver que segui as placas corretas, as que me levaram e continuam levando por uma estrada que alegra a mim, minha família e amigos.
Wednesday, January 17, 2007
Abram alas. Nasce hoje o maior e mais BELO blog de todos os tempos.
A partir dessa data, passo a contar um pouco sobre a vida de um estudante de jornalismo do sétimo semestre. As minhas andanças pelas redações do Rio Grande do Sul estarão aqui. Os bastidores da notícia gaúcha, as curiosidades sobre colegas, os aprendizados e as coisas que não são publicadas também entrarão na pauta.
Até mais.

