Sunday, June 10, 2007

Minha primeira madrugada

Hoje passei por uma situação, no mínimo, estranha. Pela primeira vez, estou trabalhando de madrugada. A noite parece tão longa e disprovida daquela magia das outras noites que passei acordado em algum bar, boate ou salões de festas.

Sozinho, em frente ao computador e com uma música ao fundo, dá vontade de ligar para todos os amigos. A gente perde a noção de que as pessoas podem estar dormindo. Parece que elas precisam estar alertas como nós, ansiosas por uma conversa.

Os filmes da TV são todos macabros. Ninguém no MSN. Assim que as horas vão passando, a lista de internautas online vai diminuindo. Achei que o sono seria maior, mas me enganei. É algo suportável. O que mais vem a cabeça são os planos de a que horas vou dormir quando sair daqui.

Por trabalhar em um veículo de comunicação, recebo as ligaçãoes mais curiosas que a mente humana pode imaginar. São pessoas que querem atendimento médico e outras pedem móveis novos (a chuva molhou os antigos). Por que não estão dormindo? Deveriam dar valor a essa oportunidade! No rádio, as músicas são boas, a maioria antiga.

Lembro que certa vez passei a noite toda acordado também, vi o dia amanhecer. Foi no Planeta Atlântida. Achei tão estranho. Quando cheguei em casa não quis dormir, fui direto à praia, mas meus parentes falavam comigo e eu mal respondia! Peder a noite é como perder parte de si mesmo.

Bom, assim são as coisas. Pelo menos, essa experiência está me provando aquilo que eu sempre soube: as histórias nunca param. Nem mesmo enquanto alguns dormem.

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